terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O TESTE DO MARSHMALLOW

Nos anos 60, Walter Mischel, psicólogo especialista em teoria da personalidade e psicologia social da Universidade de Stanford, realizou uma pesquisa com pré-escolares de quatro anos de idade, ao quais propôs um dilema simples, mas que acabou sendo um verdadeiro desafio para crianças dessa idade.

Ele propunha sair da sala e voltar em 20 minutos deixando as crianças com um tablete de chocolate. Quem quisesse poderia comer o tablete de chocolate, mas quem esperasse ele voltar, ganharia dois tabletes. Desenvolvia-se nelas um tremendo debate interior: a luta entre o impulso de comer imediatamente o chocolate e o desejo de se controlar para alcançar, mais adiante, um objetivo melhor.

Mischel usou originalmente chocolates. No video abaixo vemos o mesmo teste sendo aplicado com marshmallows. Observe atentamente o comportamento das crianças.


O vídeo demonstra o conflito entre o desejo primário e o autocontrole, entre a gratificação imediata e seu adiamento por um resultado melhor no futuro próximo. O que vemos no vídeo é o reflexo da vida de qualquer ser humano, pois talvez não haja habilidade psicológica mais essencial do que a capacidade de resistir a um impulso: o fundamento de qualquer tipo de autocontrole emocional.

Vivemos em tempos hedonistas. Algo bem diferente do que Epicuro e outros representantes conceberam com esta doutrina filosófico-moral, surgida na Grécia antiga, que buscava o prazer como a felicidade para o maior número de pessoas.

O hedonismo de hoje tem a ver com uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres momentâneos. Muitos vivem como se não fosse haver um amanhã, portanto, os excessos são uma constante e não há limites. Não importa as consequências. Não importa o amanhã. O prazer imediato é o objetivo final. Nesse sentido o termo hoje é usado de maneira pejorativa, visto normalmente como sinal de decadência.



Todos nós temos emoções e toda emoção supõe uma vontade de agir, mas nem sempre a satisfação deste desejo será oportuna ou recomendada. A capacidade de resistir aos impulsos, adiando ou se esquivando de uma gratificação imediata para alcançar outras metas - seja a de ser aprovado em um exame, comprar uma casa, montar um negócio ou ainda a de manter-se dentro de certos princípios morais e éticos - é parte essencial da capacidade do ser humano de governar a si mesmo.

Quando esta habilidade não é cultivada desde cedo tem-se os resultados vistos hoje cada vez com maior frequência: adultos impulsivos, obesos, sem disciplina - dependentes de algum tipo de droga lícita ou ilícita, falidos ou altamente endividados - que vagam pela vida qual folha seca ao vento incapazes de atingir objetivos de médio e longo prazo porque são fracos demais para dizer ¨não¨ a impulsos e desejos de gratificação imediata. Adultos que não conseguem passar nos ¨testes do marshmallow¨ da vida porque não têm inteligência emocional suficiente para se conter diante da gratificação imediata.

                                          

Controlar os impulsos e adiar a gratificação imediata constitui uma faculdade fundamental, tanto para quem quer cursar uma faculdade, construir uma carreira, ser uma pessoa honrada ou cultivar bons amigos. Conclui-se, portanto, que tudo o que for possível fazer no sentido de educação - ou de auto-educação - para estimular a capacidade de adiar uma gratificação faz toda a diferença ao longo da vida.

Walter Mischel acompanhou durante mais de 15 anos as crianças testadas. Alguns anos depois, a maior parte dos meninos e meninas, que em sua infância tinham conseguido resistir àquela espera, ao atingirem a adolescência tornaram-se notavelmente mais empreendedores, equilibrados e sociáveis. Dez ou doze anos mais tarde elas eram pessoas bem menos propensas a desmoralizarem-se, mais resistentes às frustrações, mais decididas e estáveis.

E então? Como você está se saindo nos ¨testes do marshmallow¨ da vida?


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013 E VOCÊ: OBJETIVOS E DESAFIOS

2013 está só começando e é hora de não deixar que suas promessas fiquem apenas na vontade. A verdade é que quem passou o ano anterior sem exercícios, comendo sem cuidado ou sem colocar a leitura em dia , por exemplo continuará vendo o bem-estar e o crescimento em várias áreas de sua vida como algo distante se não conseguir incorporar novos hábitos. 

ESTÁGIOS DA MUDANÇA

Todos imaginam uma vida ideal, mas muitos não sabem como chegar lá e ainda por cima encontram um caminho cheio de percalços para poder mudar. Antes de tudo, é importante saber que existem diferentes estágios para concretizar uma mudança:

1. A pré-contemplação - Quando a pessoa visualiza a mudança
2. A contemplação - Quando a pessoa se informa, planeja e define como mudar
3. A ação - Quando fazemos a decisão tomada funcionar

A maioria fica no primeiro estágio e apenas imagina ou fala o que quer mudar. Por isso, é importante chegar a segunda etapa e planejar as mudanças necessárias criando metas realistas para que a expectativa não seja alta demais e a frustração não se torne realidade. Ter metas e objetivos claros e bem definidos são o combustível para motivação e consequentemente para uma alta performance. E isto leva a mudanças. Ter metas é essencial para qualquer pessoa que deseja alcançar resultados. Afinal, como diz o ditado, ¨se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho é válido.¨

FORMULANDO METAS E OBJETIVOS

Os objetivos são o alicerce da mudança por que nos movem para a terceira etapa que é a ação. São eles que vão garantir que levantemos da cama todas as manhãs. Sem metas e objetivos garantimos nosso fracasso e permanecemos na zona de conforto. Então, vamos lá?

Numa folha de papel formule suas metas para 2013 escolhendo um aspecto ou alguns aspectos da sua vida que você deseja mudar. Procure focar no mais importante e naquilo que uma vez realizado vai gerar efeito sobre outras áreas de sua vida. Reflita e responda as seguintes perguntas:

OBJETIVO
O que você deseja? Quem participa deste objetivo? Seu objetivo é realista?

RESPONSABILIDADE
Você depende de mais alguém para que seu objetivo seja realizado? O que você precisa fazer para iniciar ainda hoje a atingir seu objetivo? Qual o primeiro passo?

GANHOS
O que você ganha atingindo este objetivo? Quais são os benefícios para você e para os que estão ao seu redor?

PERDAS
O que você perde não atingindo este objetivo? Quem será afetado além de você?

RELEVÂNCIA
Por que este objetivo é importante para você?

RECURSOS
Do que você vai precisar para atingir este objetivo? (liste os recursos financeiros, conhecimento, tempo, capacidades pessoais, etc.)

ESTRATÉGIA
Quais são as maneiras de se conseguir este objetivo? Alguém que você conheça atingiu objetivo semelhante? Como esta pessoa conseguiu?

AÇÕES
Que passos você precisa dar para atingir o objetivo? Qual será o PRIMEIRO PASSO?

COMPROMETIMENTO
Avalie seu grau de comprometimento com o objetivo. Você realmente está disposto a atingi-lo? Que nota você daria de 0 a 10 para o seu grau de comprometimento? Se a nota não é máxima, o que você pode fazer para aumentá-lo?

A terceira fase exige o emprego de uma técnica milenar, mas muito eficiente chamada TBC - ¨Tirar a Bunda da Cadeira¨. Comece a fazer as coisas que foram planejadas e pare de fazer as coisas que  você não deveria mais fazer. A cada momento é necessário fazer escolhas, rever decisões - das mais simples até as mais complexas - projetando o futuro desejado, mas como diz o especialista em criatividade e inovação Aníbal Viegas, ¨a ação leva a descobertas que podem orientar um novo caminho¨.

POR ÚLTIMO, MAS NÃO MENOS IMPORTANTE

Fique atento a algo que impede a maioria das pessoas de realizar seus objetivos e mudar: a falta de prestação de contas. Atingir objetivos tendo ganhos de performance fica mais muito mais fácil quando você tem alguém a quem prestar contas e que acompanha seu desempenho rumo a suas metas e objetivos pois quando estamos sozinhos a tendência é nos sabotarmos e não sair da zona de conforto. Além disso, todos nós nos colocamos limites. Todos nós temos crenças limitantes e padrões que nos impedem de cumprir o nosso verdadeiro potencial. Por isso, atletas têm um treinador, pessoas malham com um personal, alunos tem tutores ou orientadores e cada vez mais pessoas contratam um Coach. 

Pessoas bem sucedidas, que superaram obstáculos e realizaram mudanças significativas em suas vidas tiveram, de um jeito ou de outro, modelos a serem seguidos, mentores ou um Coach ao longo do caminho. Talvez você pense "eu posso fazer isso sozinho" mas provavelmente nunca irá fazer pois este não é o primeiro novo ano em que você se propôs mudar e atingir objetivos e não conseguiu, não é? A verdade é que algumas mudanças são muito mais difíceis de ser implementadas quando se tenta por conta própria. Não deixe que esta crença limitante te impeça de atingir seus objetivos em 2013. 

Quando você tem um Coach para empurrá-lo para além de seus limites e do que você pensou que era possível, o avanço acontece muito mais rápido. Através do processo de coaching, você conquista aprendizados, desenvolve novas habilidades, melhora seu desempenho e qualidade de vida. O Coach apoia você na busca de realizar objetivos seja de curto, médio ou longo prazo, através da identificação e desenvolvimento de suas competências como também do reconhecimento e superação de adversidades. Um Coach vai ajudá-lo a aprender ao invés de simplesmente lhe ensinar algo. 

O DESAFIO

Eu sei que você está empenhado em ter uma vida melhor em 2013 atingindo seus objetivos. Isso é ótimo, mas lembre-se: nada vai mudar até que você planeje e ¨Tire a Bunda da Cadeira¨. Eu desafio você a tomar medidas imediatas e aplicar o que aprendeu neste artigo e para acelerar o atingimento de seus objetivos e o seu processo de mudança recomendo que você Encontre um Coach. Você não vai se arrepender. Vai ser uma das melhores decisões que tomou em sua vida. Se você estiver interessado em me contratar como seu Coach, eu estarei a sua disposição para falar mais sobre isso. 

Feliz 2013 com muitas conquistas, grandes mudanças e evolução em sua vida.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

5 MANEIRAS DE CONSTRUIR RAPPORT


Nossa linguagem corporal e nosso tom de voz são mais importantes do que as próprias palavras faladas. Muitos de nós fomos ensinados que, se você quiser ter sucesso como um profissional de vendas, por exemplo, tudo que você precisa fazer é ser simpático, educado e, com conhecimento de causa, explicar os benefícios de seus produtos e serviços para clientes em potencial. Talvez você precise chamar seu cliente potencial para um happy hour, um almoço de negócios, conhecer quais são seus interesses, saber um pouco sobre sua família etc – Isso é rapport, não é? Não, não é. Ter uma compreensão de interesses de um cliente não vai fazer nenhum mal, mas o rapport é uma habilidade de comunicação muito mais profunda. Rapport é uma palavra de origem francesa que significa literalmente ¨relação¨.

Os seres vivos não se comunicam somente com a linguagem. Pense nos animais e plantas. Eles não têm um idioma e ainda assim conseguem se comunicar com outros membros de sua espécie e até com os outros fora de sua espécie. Eles fazem isso através de comportamento não-verbal, como mudar de cor por exemplo. Os serem humanos também se comunicam de forma não-verbal. Apenas 7% da comunicação é a palavra falada.

Alguma vez você já admirou alguém que sabe "puxar conversa", fazer a pergunta certa, ou sabe quando parar de pressionar seu cliente para fechar uma venda? O segredo está em ler a comunicação não-verbal das pessoas. Aumentando sua percepção sensorial (sua consciência dos sentidos de ver, ouvir e sentir) você irá desenvolver as habilidades que admira e ser capaz de desenvolver grandes relacionamentos.

A habilidade do rapport permite colocar os outros rapidamente à vontade e cria confiança. Essas habilidades permitem que você entre em sintonia com qualquer um em qualquer lugar e aumenta a sua confiança e eficácia. Também torna mais fácil para os outros se comunicar com você. Dominar a habilidade de rapport (construção de relacionamento) requer percepção sensorial e flexibilidade de comportamento de sua parte. Aqui estão cinco dicas para ajudá-lo a usar o rapport para construir relacionamentos

1. Concentre-se em se interessar pela outra pessoa, seja curioso e descubra o que desperta o seu interesse na outra pessoa. Considere as crenças e experiências da outra pessoa.

2. Suspenda o julgamento – concentre-se no que a outra pessoa esta dizendo, em vez de se concentrar na análise que você está fazendo do que está sendo dito.

3. Use perguntas para encontrar coisas em comum e a pessoa com quem quer construir rapport.

4. Aquiete sua conversa interna. Se você se distrair, concentre sua atenção no que a outra pessoa está fazendo, pensando ou sentindo.

5. Pratique o espelhamento do comportamento da outra pessoa incluindo sua linguagem corporal. Esta é uma forma muito poderosa de construção de rapport.

Fonte: http://www.the-coaching-academy.com

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

OLHE PARA OS DOIS LADOS ANTES DE ATRAVESSAR A AVENIDA, BRASIL

Em algum lugar da web encontrei uma piada - de mau gosto, a meu ver - que diz que pobre prefere comprar uma TV a uma geladeira porque, se abre a geladeira, ele não vê nada, mas se liga a televisão, ele vê tudo. Principalmente novelas.

Não é de hoje que o brasileiro em geral tem uma relação especial com as novelas. Seja por gostar do formato ou por usar a novela como válvula de escape para as mazelas do dia a dia, milhões de pessoas país afora acompanham ao menos um dos vários exemplares exibidos diariamente na TV aberta.

Surgida numa época em que não havia internet e a ditadura militar impedia o acesso a temas mais amplos e polêmicos, a novela passou a ser cultuada, ditar moda, linguagem e hábitos se tornando o meio de alienação mais eficiente da história deste país veiculada através da televisão: a forma mais rala e massificada de difusão cultural que apesar de tudo ainda é, em muitos casos e para muitas pessoas, melhor do que nada. A única exceção seriam os programas da Ana Maria Braga e da Fátima Bernardes, nestes dois casos é preferível ficar com nada mesmo!

Que a Globo é um sucesso ninguém discute. O famoso padrão global de qualidade faz com que nada seja tosco nas suas produções de teledramaturgia. Tudo é limpo, perfeito e produzido com esmero. Numa novela da Globo os pobres se vestem bem e falam direito. Em suas novelas de época os negros têm todos os dentes no lugar e eles são incrivelmente brancos, o motorista da madame poderia ser modelo internacional, a garota de programa do núcleo pobre da novela não tem estrias ou celulite. O galã vira sonho de consumo de meninas de todas as classes e modelo a ser seguido pelos rapazes. Pouco importa que ele tenha sérios desvios de caráter, tenha várias esposas ou arme golpes. Tudo isso passa ser até motivo de admiração. As tramas se passam em lugares que até conhecemos e nos são familiares e os personagens se parecem com pessoas que conhecemos. A Globo como todas as outras emissoras não mostra numa novela nada que não exista, mas também nada é real.

E eis que o último capítulo da AVENIDA BRASIL será exibido hoje. Não se fala em outra coisa nas mídias sociais, nas salas de aula, nos corredores das empresas. A própria Globo inclui o tema ¨o final de AVENIDA BRASIL¨ nas pautas de todos os seus programas incluindo, além dos já citados, o Jornal Hoje e o Globo Repórter entre outros. Que assunto poderia ser mais relevante afinal de contas, não é? Tanto que o Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão que coordena a operação da energia elétrica no Brasil, preparou um esquema especial para o último capítulo da novela enquanto que a presidente Dilma Rousseff foi convencida pela coordenação da campanha de Fernando Haddad (PT-SP) a mudar a data do comício em São Paulo em que ela aparecerá ao lado do candidato. O evento ocorre no mesmo dia e horário do capítulo final da novela e a conclusão é que "não haverá ninguém" no comício já que a maioria das pessoas vai ficar em casa para ver o desfecho da trama em vez de prestigiar a presidente. Ficam claras quais são as prioridades dos brasileiros e a agenda dos verdadeiros líderes deste país. 

A meu ver, o problema não é assistir à novela. O problema é a incapacidade da maioria dos brasileiros de desenvolver um senso crítico que o permita escapar de um mundo de fantasias que a teledramaturgia oferece. O povo precisa de valores reais para viver uma vida real. E que se danem o Tufão, a Nina e a Carminha. 

sábado, 6 de outubro de 2012

ESTADOS EMOCIONAIS

O modo como nos sentimos afeta nossas capacidades, pois não existem pessoas incapazes, o que existe são estados emocionais incapacitantes. Sua performance pessoal ou profissional, portanto, depende de seu estado emocional e a capacidade de alterá-lo e escolher o que você sente é uma das habilidades necessárias para alcançar maior liberdade e contentamento. 

De acordo com os estudos do condicionamento neuroassociativo, há muitas maneiras de mudar o seu estado emocional. Aqui estão três delas:

FOCO

Muitas pessoas querem mudar seu modo de sentir, mas não sabem como. A maneira mais rápida para mudar como você se sente em relação a qualquer coisa é mudar o seu foco. Mude as imagens que você está cultivando em sua mente. Não apenas o que você está imaginando, mas como você está imaginando. Mude também os sons que você ouve em sua mente. Por exemplo, você já reparou o que acontece se você está se sentindo pra baixo e ouve aquela música favorita que levanta o seu astral?

FISIOLOGIA

Mexa-se! A atividade física vai gerar estados emocionais mais positivos. Experimente também evitar jogar na sua corrente sanguinea produtos químicos (excesso de alcool, cirgarro, alimentos excessivamente industrializados e outras drogas) que tornam seu sistema nervoso lento, confuso e deprimido. Mude sua postura e expressão facial, trabalhe melhor sua respiração e seu estado emocional vai mudar também.

CONVERSA CONSIGO MESMO

Preste atenção ao seu diálogo interior ou a sua conversa consigo mesmo. O quanto você se critica e se condena? O quanto você murmura e reclama de si mesmo e da vida? Qual o proveito ou utilidade disso? E se estas críticas que você faz a si mesmo viessem na voz do Pato Donald ou do Silvio Santos? Você as levaria a sério? 

Faça perguntas melhores a si mesmo: ao invés de se perguntar ¨por que isso continua acontecendo comigo?", pergunte-se "o que eu posso aprender com esta situação?"

Estudos científicos demonstram que todos os estados emocionais são causados pela interação entre seus padrões de pensamento, sua fisiologia e sua neuroquímica. A alteração de qualquer um destas variáveis pode influenciar o seu estado emocional. Assim, qualquer que seja a tarefa que você tem que executar, ou o que você quiser como resultado, pergunte a si mesmo: "em que estado emocional eu quero estar para tornar isso mais fácil?"

Escolher como você se sente lhe trará liberdade. Isso não significa que você nunca vai se sentir mal, significa que você será capaz de estar ciente de seus estados emocionais e que você poderá escolher como reagir a eles.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

UMA AMEAÇA CHAMADA BENTO XVI

Sua Santidade,

Considerar o casamento gay ¨uma ameaça a humanidade¨ chega a ser hilário de Vossa parte. Talvez Sua Santidade esteja esquecido que a instituição que representas já ameaçou e ameaça a humanidade de formas muito mais contundentes.

Ameaça ao futuro da humanidade foi a ¨Santa¨ Inquisição patrocinada pela instituição que Sua Santidade representa, que matou mais de 100 mil pessoas entre 1500 e 1700.

Ameaça ao futuro da humanidade foi a posição vergonhosamente neutra da Igreja Católica durante o massacre de 5 milhões de judeus na 2ª Guerra Mundial.

Ameaça a humanidade é a mentalidade medieval da Igreja e sua posição retrograda e irresponsável ao não recomendar o uso de preservativos nas relações sexuais quando, apenas na América Latina, onde Sua Santidade e Igreja são tão populares, 1,5 milhão de pessoas estão infectadas pelo HIV.

Ameaça a humanidade - e a porção mais indefesa da humanidade são as crianças - é a posição da Igreja que vem rejeitando punições mais severas contra padres católicos pedófilos e tem adotado penas leves contra monstros que a instituição representada por Sua Santidade abriga. Relembro a Sua Santidade que somente nos EUA em praticamente todas as dioceses daquele país, escândalos de pedofilia envolveram mais de 1,2 mil sacerdotes que abusaram de mais de 4 mil crianças.

Ameaça ao futuro da humanidade é Sua Santidade liderar uma instituição duas vezes milenar e ter sido acusado há pouco mais de um ano pela comunicação social alemã e norte-americana, de ter mantido o silêncio sobre abusos sexuais a crianças durante os 24 anos em que Sua Santidade era arcebispo de Munique e mais tarde líder da Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano.

Portanto Sua Santidade, com todo o meu respeito a Vossa senil e esclerosada pessoa e a instituição alienada e ultrapassada que representas permita-me sugerir-lhe: PEDE PRA SAIR CHICO BENTO!

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1031966-casamento-gay-ameaca-a-humanidade-diz-o-papa.shtml

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

¨NINGUÉM FAZ SUCESSO SOZINHO¨

‎2011 foi um ano de muitas conquistas profissionais. A Jovem Pan Aracaju se consolidou como emissora líder de audiência entre os ouvintes da classe AB, líder de audiência entre os jovens de 10 a 19 anos, líder de audiência entre os ouvintes com nível superior completo, líder de audiência no horário das 18h as 24h em todos os dias da semana.

A Jovem Pan Aracaju foi a única emissora, dentre as pesquisadas pelo IBOPE que apresentou crescimento de audiência entre 2008 e 2011 com 53% de incremento enquanto todas as outras emissoras pesquisadas este ano perderam ou apenas mantiveram sua audiência no mesmo período.

A despeito das ameaças de recessão e da retração do mercado principalmente no 2º semestre encerramos o ano com um crescimento percentual de dois dígitos e mais uma vez inovamos e ousamos nas nossas promoções.

Todas estas conquistas foram o resultado do esfoço, dedicação, comprometimento e muito trabalho em equipe porque como disse Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, presidente da Jovem Pan, ¨ninguém faz sucesso sozinho¨. Não seria possível chegar até onde chegamos sem grandes parcerias com outros veículos e produtores, sem o apoio das agências de publicidade e a confiança e credibilidade de nossos clientes.

Em meu nome, em nome de minha equipe comercial e dos demais integrantes da equipe Jovem Pan Aracaju desejo a todos um 2012 de muito sucesso pessoal e profissional.

Que estejamos dispostos a aprender sempre, que sejamos mais sábios em nossas escolhas, mais autênticos em nossas atitudes, mais comprometidos com o que é certo e bom.


Até o ano que vem.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

POR UMA DOSE DE SENSATEZ

Ultimamente tenho percebido um crescimento nas manifestações do que chamo de ¨exaltação ao álcool¨ nas midias sociais. Exaltação essa já presente em outros meios, na escola, na TV, nas músicas de vários ritmos, incluindo o forró, e até nas universidades.

Me parece que muitos jovens e adolescentes ainda tem a necessidade de provar aos outros o quanto são independentes, legais e descolados. Essa pressão social, à qual muitos ainda cedem, que dita que só se diverte de verdade e só é legal quem bebe, passa pela questão da autoafirmação. Assim, não interessa se você não gosta de bebidas, o importante é parecer que bebe. Como se não bastasse, há ainda quem ache bonito ou engraçado quem assume declaradamente sua dependência através de brincadeiras, piadas, anedotas ou charges postadas nas midias sociais.

Então, eu me pergunto: até que ponto é saudável e sensato toda essa exaltação das bebidas alcoólicas principalmente entre os jovens? Não há um perigo real e imediato nessa declarada dependência (¨festa sem beber não é festa¨) de uma droga, ainda que lícita? Toda brincadeira não tem um fundo de verdade? Onde há fumaça normalmente não há fogo?

Não sou santo. Já cometi meus excessos. Na verdade, por pouco eu não paguei com minha vida por eles, mas mesmo quando exagerei nunca precisei fazer do álcool um ícone, ou o fundamento do meu estilo de vida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Por que algumas empresas falham em promover mudanças

No mundo corporativo atual é impossível fugir das mudanças e cada vez mais as organizações serão levadas a criar oportunidades de crescimento, reduzir custos, melhorar a qualidade de produtos e serviços e promover o aumento de produtividade se quiserem continuar no mercado. A mudança é uma necessidade constante e vários são os fatores que a provocam entre eles os avanços tecnológicos, as pressões do mercado (parceiros, fornecedores, concorrentes) e as decisões de acionistas. Em alguns casos os esforços de mudança ajudaram organizações a se adaptarem de forma significativa às condições de transformação, aprimorando sua posição competitiva e preparando um futuro melhor. Em outras situações as mudanças propostas não só decepcionaram, mas criaram um quadro de recursos humanos desperdiçados com funcionários dispensados ou apreensivos e frustrados com as perspectivas impostas em nome da transformação.

Pela minha experiência e segundo vários especialistas uma boa quantidade de perda para as organizações e angústia para os colaboradores poderia ser evitada se os erros mais comuns não fossem cometidos por acionistas e executivos de organizações que decidem ou precisam implementar mudanças. São eles:

ERRO Nº 1: Não comunicar a necessidade e importância da mudança. O que precisa ser mudado? Por que precisa ser mudado? Que benefícios a organização e os que a fazem vão colher? Uma grande mudança é impossível a menos que a maioria dos funcionários deseje mudar e para isso eles precisam ser ouvidos e suas dúvidas esclarecidas. Não se realizam mudanças com algumas poucas reuniões de acionistas e executivos trancados em salas de trabalho. Também não é possível obter resultados quando acionistas, a alta gerência e gerentes ficam em silêncio. Nada prejudica mais uma organização do que a falta de comunicação clara, objetiva e confiável. Quando os benefícios da mudança não são claros e atraentes e a maioria percebe que não vai ser beneficiada, a falta de confiança no projeto proposto impedirá que corações e mentes dos funcionários sejam conquistados. Desta forma, a mudança vai fracassar.


ERRO Nº 2: Impor a mudança. O maior equívoco que acionistas e diretores cometem ao tentar implementar mudanças numa organização é superestimar sua capacidade de impulsionar seus projetos levando em consideração apenas a posição e interesse dos proprietários e subestimar a importância das pessoas e que fazem a organização acontecer. Mudanças numa organização não podem ser impostas com ameaças. Se os que fazem a organização não entendem ou não concordam com a mudança eles não estarão dispostos a fazer sacrifícios e vão resistir às iniciativas de seus superiores. Indivíduos isolados, em grandes e tradicionais organizações, independente de sua competência ou carisma, nunca possuem as qualidades necessárias para vencer a maioria por meio da força.


ERRO Nº 3: Falhar na criação da massa crítica comprometida com a mudança. Grandes mudanças são impossíveis a menos que a maioria esteja envolvida e comprometida com o processo. Os acionistas, os diretores, os gerentes, os coordenadores, os supervisores precisam ter a mesma Visão da Mudança e estar alinhados com o projeto aceitando sua validade e importância. Se há discordância entre os líderes da organização a mudança não ocorrerá. Outra questão, que deveria ser óbvia, mas parece ser ignorada por grandes e tradicionais empresas é a importância do exemplo que ainda é a melhor forma de influenciar as pessoas, pois os atos sempre falam mais alto que as palavras. Acionistas e Executivos que propõem cortes e reduções de custos enquanto esbanjam despesas de seu interesse jamais motivarão a organização na direção da mudança.


ERRO Nº 4: Não compartilhar as vitórias e resultados obtidos com a mudança. Verdadeiras transformações levam tempo e exigem esforço de todos. Se os resultados positivos da mudança, ainda que parciais, não são compartilhados com os membros da organização (seja sob a forma de investimento em pessoal ou capacitação, seja em infra-estrutura, máquinas, equipamentos ou participações nos lucros obtidos com as reduções adicionais de custos e etc.) haverá desistência ou resistência ativa. As conquistas da mudança devem ser compartilhadas com reconhecimento, promoções e remuneração adicional. Não compartilhar as vitórias obtidas com a mudança desencoraja e frustra os membros da organização.


ERRO Nº 5: Negligenciar a cultura da organização e da sociedade na qual ela esta inserida. Reforçando o conceito ultrapassado, mas infelizmente ainda vigente em muitos casos, de que ¨santo da casa não faz milagres¨ e de que quem vem de fora é mais qualificado que valores profissionais locais, muitas organizações podem optar por ¨importar¨ profissionais que, por mais capacitados que sejam, são insensíveis às questões culturais e da sociedade na qual ela esta inserida. Assim, pessoas da área financeira economicamente orientadas ou engenheiros de natureza analítica podem achar que normas e valores sociais da organização e da sociedade na qual ela esta inserida estão muito fora de suas realidades e ignoram a cultura da empresa – por sua conta e risco.

Estes erros trazem prejuízos e comprometem o sucesso de qualquer organização. Infelizmente empresários acostumados com ambientes outrora estáveis, pouco competitivos ou do tipo cartel podem levar mais tempo para perceber que a realidade do mercado hoje é de uma instabilidade cada vez maior. É necessário então que estes empresários promovam, antes de tudo, mudanças de mentalidade e se capacitem para serem capazes de buscar e promover mudanças na organização.


Permitir que estes erros ocorram num processo de transformação organizacional pode trazer sérias conseqüências para a organização como a perda de mercado e a perda de credibilidade sem falar na frustração e o grande estresse sobre os funcionários cujo impacto sobre suas famílias e na comunidade pode ser devastador. É possível, no entanto, evitar estes erros com consciência e habilidade para entender por que as empresas precisam mudar. Mais do que gerentes e diretores, as organizações necessitam de lideranças capazes, sadias e comprometidas com o objetivo de servir à organização, seus colaboradores e a comunidade. Aos empresários e acionistas cabe o papel de permitir que os que tem competência para conduzir a organização façam o que precisa ser feito.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O QUE VOCÊ REALMENTE QUER PARA VOCÊ?

1º de abril. Lá se foram 90 dias de 2011. Três meses. Há algum tempo escolhi começar o ano estabelecendo uma série de metas pessoais e profissionais. Hoje estou fazendo uma análise do que já consegui atingir e o que ainda falta ser feito para chegar aonde quero. Faço isso há algum tempo porque aprendi que é difícil encontrar o contentamento sem propósitos na vida. Quando não temos ou não sabemos o propósito de nossas vidas não compreendemos seu significado e é muito mais fácil ficar confuso, perdido. Mas, algo me diz que, como na fábula zen budista citada em meu post de 1º de janeiro, talvez algumas pessoas ainda estejam passando grande parte do dia ¨pensando coisas nas quais não deveriam pensar, desejando coisas que não deveriam desejar, fazendo planos que não deveriam fazer.¨

O filósofo e terapeuta Lou Marinoff considerou a falta objetivos pessoais a grande praga do século 20. Até agora isso não parece ser diferente se considerarmos a primeira década do século 21. Tenho testemunhado amigos próximos, familiares e até profissionais que parecem estar completamente perdidos e à toa. Como folhas secas ao vento eles são levados pelas circunstâncias ou desejos que não conseguem controlar e são incapazes de avançar, crescer – seja em que sentido for – pela falta de objetivos e metas e pela falta de disciplina, determinação e força de vontade para cumpri-los e atingi-los. Pessoas capazes e com potencial que carecem de um senso de objetivo ou significado em suas vidas, que se excedem e o pior, parece que isso passou a ser normal.

Tenho pensado e lido muito a respeito deste assunto e ao contrário do se pode imaginar, de acordo com muitos pensadores e autores, aprendi que o maior responsável pela mediocridade na vida das pessoas não é a falta de oportunidades, mas seu excesso. Segundo estes estudos, é o excesso de oportunidades que dissipa as energias e divide os pensamentos em tantos assuntos e em tantas direções diferentes que, ao invés de criar um foco seguro que sirva de guia as pessoas se tornam vítimas da dúvida, insegurança e, conseqüentemente, da fraqueza.

É fácil perceber que no mundo em que vivemos o ambiente impõe circunstâncias que forçam as pessoas a fazer muitas escolhas o tempo todo. São encruzilhadas com várias opções e sem objetivos claros e específicos para manter o foco é natural que a dúvida paralise e disperse os esforços. Para completar, a própria natureza do ser humano é confusa, complexa e uma mistura de desejos e contradições. A cada momento surge algo novo que ¨não podemos deixar de fazer¨. A dúvida entre fazer ou não cria a letargia que vejo estampada nos rostos de muitas pessoas. Sem direção e propósito elas vagam sem obejtivos que as guiem e as oriente diante das escolhas diárias.

Enquanto tentava colocar no papel as idéias que compõem este texto, me deparei com um história contada no livro Footprints of Gautama Budha: Um monge estava tendo problemas com seu progresso e por ser monge sua meta era o progresso espiritual. Freqüentemente ele voltava “à vida superficial da Terra”. Desanimado, o monge procurou Buda, que logo compreendeu a causa do problema e apontou para uma galinha numa moita. Havia dez ovos no ninho, mas nenhum pintinho. A galinha andava de lá para cá, em vez de chocar os ovos. Mesmo quando chocava, revirava-os com os pés, esperando que rachassem e alguns biquinhos aparecessem. Porém, não tinha sucesso. Buda disse: “Aquela galinha queria muito os filhotes, mas ela não os deixou nascer porque não chocou os ovos. As coisas não vêm apenas pelo desejo.”

Mais do que desejar que você seja capaz de fazer escolhas e estabelecer metas que o ajudem a extrair o máximo de seu potencial, escrevi este texto na esperança de chamar sua atenção para o tema e contribuir para que você reflita e tenha força e determinação para atingir suas metas. Pare de andar para lá e para cá. Faça suas escolhas e dê tempo suficiente para as coisas acontecerem através da ação focada. Nunca retroceda, nunca desista.

Murilo Lima, 1º de abril de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O PROFISSIONAL DO FUTURO, HOJE

Durante boa parte do século passado acreditou-se que o desenvolvimento de um profissional era feito nas salas de aula do ensino médio e superior e num trabalho cujas atividades eram bem definidas, organizadas e controladas. Não podemos mais negar, no entanto, que a mudança é uma constante no mundo empresarial de hoje e que nas últimas décadas a concorrência na maioria dos setores somente tem aumentado junto com as oportunidades provocadas pelas conseqüências da globalização da economia, das mudanças sociais e tecnológicas.

Assim, ao final da primeira década do século XXI é possível delinear o perfil do profissional de um futuro que se tornou realidade? Que características você precisa desenvolver para se tornar um profissional desejado pelas empresas? Baseado na minha experiência acredito que a resposta pode ser dividida em pelo menos cinco partes:

Visão
O que você espera atingir na sua profissão? Quem você quer ser? Depois que você escolheu uma profissão, ter uma visão clara de onde que chegar vai ajudá-lo a definir metas e dirigir suas ações na direção desejada. Sem uma visão você não terá foco e sem isso dificilmente você chegará aos seus objetivos.

Senso de Urgência
Com as mudanças e a competição cada vez maiores em todos os mercados você precisa desenvolver a capacidade de estar sempre procurando tanto problemas a serem resolvidos (antecipação) quanto oportunidades a explorar. Ser complacente e reativo é o melhor caminho para se tornar dispensável. A regra deve ser ¨fazer imediatamente¨. Mas manter alto o nível de urgência significa estar bem informado e atento ao que acontece ao seu redor antes de agir. Comunique-se com colegas e superiores, ouça atentamente e perceba, informe-se sobre sua área e seu mercado.

Aprendizado Vitalício
Você vai precisar aprender o tempo todo se quiser ser um profissional bem-sucedido. Conhecer mais sobre tudo o que estiver relacionado a sua área e sua atividade é essencial. Isso vale se você esta começando sua vida profissional agora ou se você já tem 10, 20 anos de vida profissional. Desacelerar seu aprendizado é suicídio. Participar de cursos, seminários, leitura regular (blogs, sites, revistas, livros, etc.) trocar informações com colegas, superiores e especialistas são apenas alguns exemplos do que você deve fazer se não quiser ser ultrapassado.

Capacidade Competitiva
Se você não tem vontade de ser bem sucedido, não estabelece padrões de melhoria para seu desempenho e não é autoconfiante dificilmente vai ter capacidade para buscar e aceitar novos desafios e conseqüentemente vai perder oportunidades. Provavelmente, cedo ou tarde, você vai perder seu trabalho. Querer evoluir é vital para o sucesso de sua carreira. Para isso você precisa ser capaz de analisar com sinceridade suas qualidades e defeitos como pessoa e como profissional e ponderar sobre seus sucessos e falhas. E lembre-se: ser competitivo não significa não ter ética, ser desonesto e não respeitar a si próprio e os que estão ao seu redor.

Trabalho em Equipe
Por mais talento e conhecimento sobre sua atividade que você possa ter, em um ambiente de constante mudança, você não terá tempo nem capacidade suficiente para fazer tudo sozinho. Ter um grande ego, se sentir o ¨rei do pedaço¨ e se isolar vão diminuir suas chances de crescer dentro da organização. Cada vez mais o trabalho em equipe será uma constante quase todo o tempo nas organizações.

Muito mais poderia ser dito, mas estas cinco observações podem ajudá-lo a refletir sobre seu futuro. Depois de 23 anos no mercado de trabalho e diversas mudanças em minha vida profissional posso afirmar que o importante é nunca desistir, evitar se irritar e desanimar ou se deixar abater momentos desfavoráveis. Reflita sobre os momentos bons e ruins e procure aprender com ambos. Compare os seus erros e evite ser arrogante nos momentos de sucesso. Observe, esteja atento, aprenda, teste novas idéias e assuma alguns riscos. Não tenho dúvidas de que você vai evoluir enquanto outros que ainda não se comportam dessa forma vão estacionar ou declinar. Quem evolui concretiza seus potenciais, sente-se a vontade com as mudanças e se adapta a elas mais rapidamente. Em outras palavras, alcança o sucesso.

sábado, 1 de janeiro de 2011

O Novo Ano começa e muitos estabelecem metas, definem resoluções e fazem promessas. Mas visões somente se tornarão ações se houver planejamento e foco em objetivos claros e mensuráveis. Isso vale para tanto para vida profissional quanto pessoal.

Outro aspecto importante é não se deixar levar pelas distrações, tentações e fraquezas inerentes a todos nós. A parábola abaixo nos alerta sobre isto.

O discípulo confessa ao seu mestre:

- Tenho passado grande parte do meu dia pensando coisas que não devia pensar, desejando coisas que não devia desejar, fazendo planos que não devia fazer.

O mestre apontou uma planta e perguntou se o discípulo sabia o que era.

- Beladona. Pode matar quem comer suas folhas.

- Mas não pode matar quem simplesmente a contempla. Da mesma maneira, os desejos negativos não podem causar nenhum mal – se você não se deixar seduzir por eles.

Ainda temos 364 dias para criar um futuro melhor para nós mesmos e para os que estão ao nosso redor. Vamos lá?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Efeito Obama

A grande novidade da política mundial nos últimos tempos foi a eleição de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. De perfil exótico – negro de nome africano e sobrenome árabe, pais separados, padrasto oriental, tendo vivido na Indonésia para depois ser criado por avós brancos e convivido com a elite branca dos EUA em duas universidades de ponta como Columbia e Harvard – Obama encarna e reflete a diversidade das relações humanas e do mundo atual. Ele foi capaz de mobilizar os mais jovens e desligados da política, a chamada geração Y, num país onde o voto não é obrigatório. Esteve atento ao poder das novas mídias e se destacou por conduzir sua campanha de forma bem diferente do cenário político tradicional. Utilizou como nenhum outro candidato as redes sociais virtuais, como o Facebook, e o Youtube e o site oficial de sua campanha foi considerado o mais dinâmico oferecendo vídeos, ringtones, fotos e outras funcionalidades para dar aos internautas uma razão para voltar sempre, entre outras estratégias de marketing.

Enquanto isso, nas terras de Sergipe Del Rey, Schubert Roberto Fontes Souza, o Biriba, 10 anos quer ser prefeito de São Cristovão. Biriba ficou nacionalmente conhecido depois de sua aparição no programa de Luciano Huck na Rede Globo no final do ano passado. Junto com seus pais adotivos, e outros 52 irmãos, Biriba teve a oportunidade de demonstrar sua ¨consciência¨ política. São Cristovão em sua opinião – publicada no Jornal Cinform de 07 a 11/12 de 2008 – precisa de um ¨prefeito que seja honesto, trabalhador e ainda não apareceu um tão bom¨. Uma comunidade no Orkut apóia sua candidatura para 2020: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=79428257

O Efeito Obama e as ambições políticas do Biriba nos convidam a uma reflexão: Que características deve ter o político do futuro?

O político do futuro terá de entender de novas tecnologias. Não apenas discursar sobre a importância da inclusão digital, que é fundamental, mas ter em sua agenda o conhecimento, a defesa e a prática – antes durante e depois das eleições - de ferramentas colaborativas como a web 2.0 e as licenças em creative commons, já utilizada pelo site da Casa Branca, para regulação dos direitos autorais, por exemplo.

O político do futuro tem de entender sobre as atividades econômicas num sentido mais amplo. Entender os mercados e seus nichos e a importância dos segmentos econômicos culturais. Políticos alheios às questões macroeconômicas ou acostumados a praticar a economia das oligarquias estão fadados ao fracasso. Compreender o impacto da internet na economia mundial nos anos que estão por vir também será essencial.

O político do futuro tem de ter em mente que, de acordo com o Banco Mundial, detemos o triste título de a maior desigualdade do planeta o que ameaça nossa sustentabilidade não só econômica, mas moral. Ele deverá combater o desperdício de talentos, quaisquer que sejam eles, e contribuir para a implantação de políticas que beneficiem genuinamente – e não apenas demagogicamente – ações de inclusão e preferência que beneficiem os excluídos e possibilitem o acesso a estudo de qualidade. Ele deverá trabalhar pelo fim do meio acadêmico atual completamente alienado da realidade brasileira.

O político do futuro deve ser ambientalista. Não apenas discursar sobre a criação de reservas, a preservação das matas e das fontes de água doce ou a redução das emissões de gases que contribuem para o aquecimento global. Ele deverá ser capaz de trabalhar para traduzir toda essa retórica em ações práticas nas comunidades locais. A implantação e valorização do transporte público barato e limpo, ações concretas de educação ambiental nas escolas e universidades, pressão sobre a iniciativa privada para a reciclagem obrigatória e sistemática com compensação da emissão de carbono e a criação de parques sustentáveis são ações essenciais e urgentes.

Todos estes pontos e muitos outros devem estar na agenda do Biriba e de qualquer outro aspirante a política séria e comprometida com o verdadeiro desenvolvimento de nossa nação. Em sua realidade, os americanos perceberam a necessidade da mudança, mesmo com um histórico recente de escravidão e apartheid racial, e escolheram o futuro a McCain. Políticos sem estas características são oportunistas, representam o passado e o continuísmo das desigualdades e do desperdício de valores e talentos e contribuem com as injustiças e erros que vivemos hoje. Eles não merecem outra chance. E aqui em nossa terra? Quem é quem?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Natureza em Alerta

De acordo com registros históricos, a presença do homem na terra é um fenômeno recente se comparada com o processo de evolução da vida no planeta. Considerando todo o tempo de formação e evolução do planeta, 4.5 bilhões de anos, a presença de espécie humana representa apenas 0,001% deste tempo.

A passagem do período Paleolítico, caracterizado pelas sociedades nômades e coletoras, para o período Neolítico, no qual o homem se fixa, cresce, desenvolve a agricultura e se expande na terra, marca o início de um processo contínuo de intervenções no ambiente. Esta evolução representou uma mudança na relação sociedade-natureza: de uma noção orgânica e sagrada da natureza das sociedades nômades, dependentes de seu ritmo, para a idéia dicotomizada entre homem e natureza dos filósofos do período clássico grego, entre eles Sócrates, Platão e Aristóteles. Com a posterior influência da tradição judaico-cristã e a afirmação de que “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança¨ e que ¨o homem recebeu de Deus a capacidade para presidir aos peixes do mar, e as aves do céu, a aos animais selváticos, e a toda a terra para sujeita-la e dominá-la (vide Gênesis 1:26-31), a oposição homem-natureza se concretiza.
Como conseqüência deste processo lento e gradual de intervenção, caracterizado pela domesticação de elementos naturais e das espécies, surgem as primeiras paisagens artificiais naturalizadas com o passar do tempo que interferem na dinâmica dos ecossistemas. Além das religiões monoteístas, a filosofia grega, a ética antropocêntrica e o paradigma mecanicista dos séculos XVII e XVIII consolidam a ruptura no modo como a natureza é vista e como o homem passa a se relacionar com ela. A Revolução Industrial e a consolidação do sistema capitalista, no ocidente, refletem a oposição do homem à natureza. Ele se vê livre para apreendê-la pela razão, dominá-la e transformá-la em mercadoria.
Sob este panorama histórico, podemos afirmar que, a crise ambiental é um resultado da tentativa do homem de controlar a dinâmica dos ecossistemas de forma inconseqüente e desmedida. Até então, a ausência de visão e planejamento de ações a longo prazo fazem com que o homem continue interferindo no meio ambiente descaracterizando paisagens de valor cultural, dizimando espécies, gerando problemas sociais como o crescimento desordenado das populações acentuando assim as desigualdades de classe.

Portanto, a crise ambiental da atualidade é conseqüência da intervenção do homem sobre o meio num longo processo que se acelerou com a industrialização e a urbanização das cidades. Ao se dar conta das limitações das reservas naturais e do esgotamento futuro surge um novo desafio para humanidade, como redefinir a nossa relação com o meio ambiente no intento de assegurarmos o futuro da nossa espécie?